Para tentar evitar derrota nas urnas, governo libera bilhões em subsídios e estoura contas públicas!
POLÍTICA
Fagner Prioli
9/28/2026


A reta final da disputa eleitoral escancarou o uso desmedido da máquina pública para tentar reverter a rejeição popular e garantir a permanência no poder. Em recente análise apresentada em sua coluna, o jornalista Caio Copolla detalhou a maratona de anúncios bilionários promovida pelo governo Lula, que já soma mais de R$ 68 bilhões em gastos e renúncias fiscais — um movimento que revive na memória dos eleitores a famosa frase do próprio petista sobre estar disposto a "fazer o diabo para vencer as eleições".
De acordo com o levantamento apresentado pelo articulista, o pacote de bondades eleitorais inclui a prorrogação do subsídio aos combustíveis por 30 dias (com impacto estimado em mais de R$ 12,5 bilhões entre diesel, gasolina e etanol), o lançamento do Desenrola 3.0 orçado em R$ 15 bilhões e o reajuste de 15% no Bolsa Família, que adiciona outros R$ 22 bilhões por ano às contas do Tesouro. A conta inclui ainda a projeção de R$ 8 bilhões para a inclusão de canetas emagrecedoras no SUS e a perda de arrecadação causada pela proibição das apostas esportivas, calculada em R$ 5 bilhões anuais.
Para o comentarista, a estratégia de represamento artificial de preços e concessão de benefícios nas semanas que antecedem a votação visa criar uma falsa sensação de estabilidade econômica no eleitorado. A maquiagem nas contas públicas ocorre em um momento crítico, no qual o país já projeta novo déficit primário e enfrenta um rombo imediato de bilhões para honrar as despesas operacionais da própria máquina federal.
A saraivada de anúncios na véspera do pleito reflete, sob a perspectiva trazida pelo jornalista, o pavor do Palácio do Planalto diante das urnas. Ao comprometer recursos que o país não dispõe, o governo petista deixa um rastro de incerteza fiscal e escancara até onde está disposto a ir para sustentar seu projeto de poder.
