O Brasil perdeu a proteção internacional da patente da polilaminina
POLÍTICA
Fagner Prioli
2/19/2026


Cortes na ciência fizeram o Brasil perder patente bilionária da polilaminina
O Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina, uma das pesquisas mais promissoras já desenvolvidas no país na área de regeneração neural, por puro abandono do Estado. O motivo é claro: cortes brutais de verbas na ciência durante os governos Dilma Rousseff e Michel Temer, que asfixiaram universidades e inviabilizaram até o pagamento das taxas necessárias para manter a proteção internacional da descoberta.
A polilaminina, desenvolvida ao longo de quase 30 anos de pesquisa, tem potencial para revolucionar o tratamento de lesões na medula espinhal. No entanto, enquanto o discurso político exaltava a ciência, faltou o básico: dinheiro para proteger a invenção brasileira no exterior. O resultado foi devastador: a patente internacional foi abandonada e hoje qualquer país pode explorar a tecnologia sem pagar um centavo ao Brasil.
Trata-se de um fracasso estratégico, que expõe a incoerência de governos que dizem defender a educação e a ciência, mas deixaram pesquisadores à própria sorte. A perda da patente não é apenas simbólica — ela representa bilhões em potencial retorno econômico jogados fora, além da perda de protagonismo científico e tecnológico.
Enquanto outras nações transformam pesquisa em riqueza, empregos e soberania, o Brasil — sob Dilma e Temer — optou pelo corte, pelo descaso e pela perda de patrimônio intelectual. O prejuízo não é só para a universidade ou para os pesquisadores: é para todo o país, que mais uma vez vê uma inovação nacional escapar pelas mãos da incompetência administrativa.
Não foi falta de talento. Foi falta de prioridade.
