Como a esmagadora vitória da direita nas urnas forçou o recuo de Moraes no caso do 8 de janeiro

POLÍTICA

Fagner Prioli

10/6/2026

A arrogância inabalável e a certeza de impunidade que por anos ditaram as regras dentro dos gabinetes blindados do Supremo Tribunal Federal parecem ter dado lugar a um sentimento muito mais primitivo nos corredores da corte: o medo.

O cenário político nacional experimentou uma reviravolta sísmica com a esmagadora vitória da direita nas urnas para o Senado Federal, redesenhando completamente o mapa de poder em Brasília e impondo um limite real aos abusos do ativismo judicial.

O impacto dessa tsunami conservadora não demorou a ecoar nas decisões dos intocáveis.

A prova cabal de que a correlação de forças mudou e de que o sistema começou a enxergar o abismo institucional que cavou foi o repentino recuo estratégico no tratamento dispensado aos presos políticos do 8 de janeiro.

A manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República pela progressão de regime de Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do Batom” — condenada a uma pena draconiana de 14 anos —, escancara essa guinada forçada.

Até semanas atrás, qualquer flexibilização para os manifestantes enfrentava barreiras intransponíveis e o silêncio complacente da cúpula do Judiciário.

Agora, acuados pela iminência de um Senado forte, altivo e disposto a frear os desmandos da toga, os operadores da perseguição política recuam para tentar salvar a própria pele.

O recuo no caso de Débora do Batom prova que os tiranos de plantão já perceberam que o tempo da impunidade togada está contado e que a força das urnas voltou a impor respeito à Constituição.

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