Cientista jauense Frank Crespilho lidera na USP avanço histórico com bateria de nióbio recarregável
POLÍTICA LOCAL
Fagner Prioli
2/3/2026


De Jaú para a USP, Caltech e Harvard: conheça Frank Crespilho, o pesquisador por trás da nova tecnologia brasileira
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma bateria recarregável de nióbio, capaz de atingir 3 volts, operar fora do ambiente de laboratório e ser testada em formatos industriais compatíveis com o mercado. A tecnologia inédita já possui protótipo funcional e patente depositada, representando um avanço estratégico para o armazenamento de energia no Brasil.
O projeto é liderado pelo professor Frank Crespilho, nascido na cidade de Jaú, pesquisador do Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP) e coordenador do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces da USP. Sua trajetória acadêmica impressiona: graduação (2001) e mestrado (2004) em Química, doutorado (2007) em Físico-Química pela USP, além de pós-doutorados pela USP, pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos — um currículo de padrão internacional à frente de uma inovação brasileira.
Iniciado há cerca de dez anos, o projeto superou um dos maiores desafios do uso do nióbio em baterias: a degradação do metal em ambientes eletroquímicos. A solução veio da inspiração em sistemas biológicos, resultando no desenvolvimento do NB-RAM, um meio ativo que protege o nióbio e permite múltiplos ciclos de carga e descarga sem perda de desempenho.
Com apoio decisivo da pesquisadora Luana Italiano, a bateria alcançou estabilidade, reprodutibilidade e desempenho compatível com aplicações reais, sendo testada com sucesso em formatos industriais como coin e pouch, em parceria com a Unicamp.
O avanço reforça o potencial do Brasil em liderar tecnologias de alto valor agregado — e destaca Jaú no mapa da ciência de ponta, por meio de um pesquisador que levou formação, excelência e inovação da cidade ao cenário científico internacional.
