Ação popular perde objeto na Justiça e escancara fragilidade de acusações contra secretário Neto Leonelli em Jaú
JAÚ
Fagner Prioli
4/1/2026


Ação popular perde objeto e fragiliza acusações contra secretário Neto Leonelli em Jaú
A oitiva da CEI da Advocacia Administrativa evidenciou um ponto central que enfraquece diretamente a narrativa construída contra o secretário de Habitação e Planejamento Urbanístico de Jaú, Neto Leonelli.
A ação popular movida por Flávio Augusto Melges — e patrocinada pelo renomado jurista Ivan Ricardo Garisio Sartori, ex-desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça — foi utilizada como base para sustentar acusações graves, especialmente a de conflito de interesses. No entanto, o desfecho jurídico foi outro: a ação foi encerrada pela Justiça sem julgamento do mérito, após perder o objeto.
Na prática, o processo deixou de ter utilidade antes mesmo de qualquer análise aprofundada.
Ainda assim, a ação seguiu sendo explorada no debate político como se houvesse alguma conclusão contra o secretário. Não houve. Não existe condenação, não há reconhecimento de irregularidade e tampouco comprovação das acusações levantadas.
Durante a oitiva, Leonelli rebateu diretamente essa construção, apontando a ausência de provas e destacando que o próprio Judiciário não avançou sobre o conteúdo das alegações.
O caso expõe uma fragilidade evidente: uma investigação que se ancora, em parte, em uma ação judicial que não chegou a ser julgada não pode ser tratada como prova de nada.
Isso não invalida o papel fiscalizador da CEI, mas levanta um questionamento inevitável sobre os limites entre investigação legítima e exploração política.
O resultado, até aqui, é claro: muito barulho, forte exposição e desgaste — mas nenhum resultado concreto na Justiça.
